Ficwriter: Mandie
 

A razão do meu viver.

Conde Cain - angst, poema - darkfic, POV - 15 anos - yaoi/male slash, luta/violência, incesto - completa


Concurso Queen of Hearts 2009

Porque YAOI/YURI pode 8D

 

 

Tema: 48. Tesoura.

 

Disclaimer:

 

1°) Conde Cain não me pertence. Créditos a Kaori Yuki (com seu belíssimo lado negro para criar histórias ótimas!)

 

Agradecimentos especiais a Petit Ange. Por me deixar abus... USAR ela para betar a fanfic *-*

 

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A razão do meu viver.

 

 

Aqueles olhos que eu tanto desejo.

Gostaria de tocá-los.

Senti-los.

 

Aqueles olhos dourados.

Queria que eles pousassem em meu corpo.

Assim como eu pouso os meus nos olhos do proprietário daqueles belos olhos.

 

Eu toco com a fina e assassina ponta da tesoura no corpo de meu amado irmão.

Incesto? Não... Apenas um amor terrivelmente puro, delicioso e cruel.

Afinal, ódio e amor sempre andaram juntos.

 

Queria poder ser essa lamina e contornar todo o seu corpo.

Sentir o calor do seu corpo e, ao mesmo tempo, ser a razão de seus arrepios.

 

Dor; Gemidos; Lágrimas.

 

Oh, meu caro paciente.

Meu amado conde.

Meu odioso irmão.

 

Você não sabe como eu amo essa sua face? O quanto eu amo quando vejo esses seus belos olhos espantados?

 

Quem me dera ser uma delicada borboleta e me depor sobre teu suntuoso corpo de cor clara. Imagino qual seria sua cor quando seu coração parar de bater.

 

Será que ficaria mais branco do que a neve? Será que seus belos olhos ainda teriam a mesma tonalidade que tanto desejo?

 

Esses seus olhos dourados.

Que aquecem meu corpo e perturbam minha mente toda vez que encontram com os meus.

Como seria maravilhoso se você nunca deixasse meus braços como está fazendo agora; Mesmo contra sua vontade, meu querido conde.

Eu passaria a acreditar mais em Deus, meu rancoroso irmão.

 

Desço por seu tórax com a fina tesoura e corto-lhe a camisa.

Ouvi um gritinho de dor?

Oh! Rasguei um pouco de sua bela pele também?

Mil perdões.

Prometo ser mais delicado... Ao cortar suas calças.

 

Seus olhos parecem mais claros enquanto despedaço suas roupas íntimas próximas à virilha.

Isso em seu rosto são lágrimas ou gotas de suor?

Por favor, diga-me que são lagrimas...

Quero tanto provar a água que seus belos olhos derramam.

 

Uma delas está tocando seus lábios?

Eu a seco por você.

Com minha boca na sua, ouço gemidos.

Suspiros.

E pedidos para que eu parasse.

 

Mas porquê? Não está gostando?

Para mim é tão bom.

E se eu morder seu lábio inferior assim.

Você gostou mais?

 

O sangue de sua boca tem gosto de frutas vermelhas.

Sarcasmo? Talvez... Pelo menos, provei que nobres não tem sangue azul.

 

Gostaria de ser um veneno.

Para infectar seu sangue.

Meu caro colecionador.

 

Queria poder queimar você por dentro e fazê-lo pedir piedade aos meus pés.

 

Enfio minha língua perdida em tua boca.

Procuro pela sua.

Você parece querer escapar de mim, irmão.

Isso me deixa triste.

 

Você morte a minha língua.

Como um vingador?

Eu dou risada do seu ato impiedoso.

 

“Assim é mais gostoso”

Eu digo fitando os seus belos olhos dourados.

Você me encara com ódio.

Eu toco em seus cílios.

Tão longos e protetores de seus olhos.

Meu tesouro.

Minha conquista.

 

Entrego-me ao seu pescoço.

Mordo um pouco e depois o lambo como um gesto de carinho e desejo.

Você geme e ao mesmo tempo me ofende.

Porquê dessas palavras tão cruéis?

Não está bom?

Então devo continuar... Até conquistar o portador desses amados olhos.

 

Seu peitoral é liso.

Prova de seus meros 17 anos.

Um dia poderia ser um belo homem, mais do que já é.

Mas eu gosto de você assim.

Não é um homem e nem uma criança;

Posso meu unir ao seu corpo e ao mesmo tempo brincar.

Posso chamar de ‘A caça ao tesouro’.

Ou ainda ‘Aquele que gritar primeiro perde’

 

Agora me encontro eu seu abdômen.

Você parece estar gostando pelo caminho que estou seguindo.

Será que escutei um ‘Quero mais’ ?

 

Mas antes que você começasse a delirar de desejo.

Nossa brincadeira teve que ser interrompida.

 

Quem foi o desgraçado?

Quem é a maldita alma que acendeu a luz do meu quarto escuro?!

Não vê que estou com um paciente especial?

Não fui criado para isso?

Perturbar Cain!

 

Então porque me interrompem?!

 

Vejo que é meu pai... Nosso pai.

Aquele velho desgraçado.

Sempre quis que eu e meu meio irmão nos “uníssemos”.

Então “porquê nos interrompe, meu pai?!”

Minhas palavras saíram como um grito.

 

“Isso já basta, Jezebel”

Suas palavras são árduas.

Como se eu estivesse sendo chicoteado.

 

Meu medo por aquele homem faz com que eu me afaste.

 

Meu querido paciente.

Meu desejado conde.

Meu excitado irmão.

 

Nos separaremos aqui.

Algum dia, juro pela minha morte, que terminamos a nossa brincadeira carente.

Tocarei em todos os seus pontos frágeis com a tesoura.

E depois passarei por eles com meus lábios, para limpar o sangue que deixarei pelo seu intocável corpo.

 

Eu juro, meu anjo, que o lavarei para o paraíso.

Onde ficaremos apenas nós dois.

 

Ambos, estranhos na sociedade aos olhos dos outros.

Dois irmãos sozinhos por tanto tempo, finalmente ficarão juntos.

Dois perdidos e perturbados homens.

Eu brincarei com você eternamente, meu irmão;

E prometo que não seremos interrompidos por ninguém.

Nem mesmo Deus ou o Diabo poderá nos deter.

Me deter.

 

E seus olhos finalmente serão meus.

Esses belos e deliciosos olhos dourados.

Como pepitas de ouro.

Eles serão minha riqueza conquistada.

 

“Diga adeus ao seu irmão”

Meu mestre me ordena.

Eu me aproximo e beijo a sua testa.

Você está desmaiado?

 

A minha anestesia natural penetrou a sua pele?

O veneno de meus lábios o fez dormir?

 

Sinto-me como um príncipe encantado às avessas.

Se estou sendo irônico? Sim, eu estou.

E é tão bom rir da própria piada.

A piada da minha vida.

 

Não me esqueça Cain.

Nunca esqueça de meus beijos e nem de meu juramento.

Voltarei algum dia para buscá-lo.

E começarei do zero.

Pegaria uma tesoura mais afiada.

Acho melhor um bisturi.

E brincarei de tatuar seu corpo.

Com cortes e mordidas.

 

E seus olhos serão meus.

O meu precioso desejo.

A razão do meu viver.

São esses teus olhos.

Que agora se fecham.

Assim junto à porta e me deixam sozinho.

Nesse quarto cercado de trevas e escuridão.

Que seria para a união de um amor fraternal.

 

Um amor impossível; Insano; Delirante; Excitante; Contra princípios e majestoso.

Mas, principalmente, um amor puro.

Por teus olhos.

 

Adeus, meus amados olhos dourados.

Eu ainda voltarei, para buscá-los.

 

 

FIM~*

 

 



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