Ficwriter: Kairi 2 ComentáriosNota deste capítulo: 10
 

Desejo Ardente

Crossovers - fantasia, romance - alternaverse, OOC, POV, what-If - 15 anos - yaoi/male slash - completa


Concurso Queen of Hearts 2009

Porque YAOI/YURI pode \o/

 

 

Tema: 13. Insônia

 

Disclaimer: 1°) O Senhor dos Anéis – O retorno do Rei não me pertence, créditos J. R. R. Tolkien. – QUE DESCANCE EM PAZ.

2°)  O Segredo de Brokeback Mountain serve como cenário nessa fic. Créditos ao diretor Ang Lee.

 

3°)  Não contém SPOILERS... Séria algo alternativo a história original.

 

- Isso é uma fic Crossover. Se não gosta, não leia. –

 

 

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Antes de Dormir

                                                                                      

 

Estavamos a caminho do vulcão para destruir o anel de Sauron, até que Smeagol parou por um momento. Não sabíamos o motivo de sua parada, mas provavelmente algo deveria estar errado. Então fui em sua direção, perguntar o que havia acontecido.

 

- Ei Smeagol, o que aconteceu?

 

- Bem mestre, devemos parar para descansar, já está escurecendo e logo os Orcs passaram por aqui – Respondeu Smeagol a minha pergunta, enquanto continuava a olhar para o horizonte – Mas conheço um lugar. Existe uma montanha calma e serena, chamada Brokeback.

 

- Frodo, não sei se é um bom lugar – Sam falou rouco, como sempre desconfiado – Tenho um mau pressentimento quanto a isso.

 

- Deixe disso Sam – Retruquei – Smeagol conhece o lugar, não tem  com que se preocupar!

 

- Tudo bem, mas ainda acho que não é uma boa ideia, senhor Frodo.

 

Então seguimos para a montanha.

 

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Havia muitas árvores com folhas verdes, algumas com um tom amarelado e outras mais escuras. Frutos e mais frutos encontravam-se em seus galhos. Esse deveria ser um dos poucos – e raros – lugares ainda não devastados pelo exército de Saruman.

Não conseguia dormir. Há dias estava com insônia por causa do anel, e com todo aquele verde, me fazia refletir sobre a minha “aventura”. Sam estava muito inquieto naquela noite; Seu olhar parecia estar perdido olhando as faíscas do fogo. Talvez também estivesse relembrando as coisas – como as nossas experiências “quase morte”.

 

- Sam... – Meu tom de voz foi fraco e gentil, mas perecia que o despertei com um grito – Está tudo bem?

 

Ele estava próximo às árvores, seus olhos estavam em mim, mas podia ver que sua mente ainda estava em outro lugar.

Ele não estava respondendo a minha pergunta, algo deveria estar muito errado.

 

- Sam, o q...

 

Antes de terminar a pergunta, Sam se aproximou rápido e me puxou para perto de seu rosto. Seu olhar estava diferente. Então, ele aproximou mais a sua face com a minha.

 

Confuso, tentei me afastar, mas ele me puxou com mais força. Eu lutava contra seus braços fortes, mas fui vencido... Ele tocou seus lábios com os meus.

Seus lábios eram quentes e secos, mas assim mesmo dóceis. Inutilmente, tentava rejeitar suas “caricias”. Queria fugir, mas... Comecei a me dar conta de que também estava gostando. Minhas mãos começaram a passar por seu corpo, uma em seu pescoço e outra se enroscando em seu cabelo.

 

Minha boca começou a se apertar mais com a dele, e quando separadas, desci por seu pescoço. Senti que o calor de nossos corpos aumentava e as caricias também.

Mas, sabia que era errado. Deveríamos parar. Tínhamos que parar!

 

- Sam... – Minha voz era fraca e ofegante – Temos... Temos que parar...

 

- Frodo – Sam fitou meus olhos por alguns segundos, e então continuou, numa voz calorosa -  Eu te amo.

 

Seus lábios calaram os meu novamente e continuamos aquelas caricias, até que nossas mentes se perdessem...

 

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 O sol se colocou lentamente no céu. Um azul-prateado estava-o cobrindo. Sam e eu estávamos deitados no chão, entrelaçados com os braços.

Ouvi um barulho vindo das árvores próximas, e me levantei. Seriam Orcs?

 

- Mestre – Smeagol surgiu por entre os arbustos – Devemos partir.

 

- Ah... Claro! – Olhei para Sam deitado ainda no chão – Sam acorde... Já é de manhã.

 

Meu rosto corou um pouco a me aproximar dele. Sam abriu os olhos, meus lábios se repuxaram um pouco ao encará-lo. Queria sorrir.

Smeagol o olhava com certa malicia; Será que ele teria visto o que aconteceu a noite passada?

 

- Bem... Acho que Smeagol atrapalhou o Mestre e o Hobbit-gordo – Senti meu rosto queimar. Deveria estar num vermelho vivo.

 

- Não! Não é isso que você está pensando Smeagol! – Minhas palavras pareciam com um rugido de leão. Sam me fitou com os olhos cheios d’água. Ele se virou para olhar a criatura e esconder suas possíveis lagrimas de mim.

 

- É... O senhor Frodo estava com frio. Então eu o abracei. Apenas isso.

 

- Oh... Claro – Smeagol parecia ter entendido, mas senti que ele não havia ‘engolido’ a mentira.

 

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O clima estava tenso entre nós. Seguíamos o caminho entre as arvores de Brokeback, andando em direção ao vulcão. Sam fitava o chão. Será que eu magoara seus sentimentos? Provavelmente sim...

 

- Sam, eu...

 

- Me desculpe senhor Frodo – Sam interrompeu, ainda fitando o chão.

 

- Não, Sam... Eu... Eu entendo – Disse por vez. As palavras pareciam estar saltando pela minha boca – Eu entendo o que fez. E foi maravilhoso, digo... Foi bom... – Meu rosto ficou vermelho – Obrigado.

 

O rosto de Sam se iluminou e estendeu um sorriso. Smeagol, um pouco a nossa frente, nos fitava com um sorriso estranho no rosto.

Quando de repente, ele pulou sobre as minhas costas e começou a bater em minha cabeça. Deveria estar procurando algo... O anel?!

 

- NÃO! Deixe ele em paz! Seu monte de verme! – Sam tentava agarrá-lo de minhas costas. Ele parecia com uma sanguessuga.

 

- Meu precioso! Entregue-me o meu PRECIOSO!  - Seus socos foram para meu peito. Suas unhas nojentas finas o cortavam. Meus braços pareciam duas varetas tentando puxá-lo.

 

- Pare seu maldito verme! – Gritava Sam.

 

- Não se intrometa seu hobbit estúpido! Ou então irei matá-lo!

 

- NÃO MACHUQUE O SENHOR FRODO!

 

De repente, Smeagol caiu inconsciente ao meu lado. Olhei para Sam e o vi segurando uma pedra.  

 

Em um impulso das minhas pernas fracas, corri em direção a Sam e o abracei.

 

- Sam! Oh Sam... Estava com tanto medo!

 

- Não se preocupe senhor Frodo, eu sempre irei protegê-lo.

 

Então, as lembranças da outra noite invadiram minha mente: “Frodo eu te amo” e como uma suplica, o beijei. Sam me amava. Foi um choque, mas algo dentro de mim dizia o mesmo. Foi naquele momento em que me dei conta que amava Sam. Apesar de que estava ciente que iria morrer quando chegasse ao vulcão. Estava mais do que ciente, era o meu destino. Mas agora nada me importava, apenas Sam e seus lábios.

 

- Frodo – Sam me empurrou uma pouco. Será que eu estava sendo rejeitado?! – Vamos fazer um trato...

 

- Tudo bem Sam – Aquilo me pegou de supressa, mas era melhor que a rejeição – Qual é?

 

- Quando tudo isso acabar, nós iremos ficar juntos e nada mais importara.

 

- Oh Sam... – Nossos lábios se tocaram novamente. E assim continuamos com as caricias. Provavelmente ficaria com insônia novamente, mas não estaria sozinho dessa vez.

 

Fim.

 

 



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