Ficwriter: MandyLenda 4 ComentáriosNota deste capítulo: 10
 

Cheiro de Chuva

Saint Seiya - romance - alternaverse, what-If - 15 anos - yaoi/male slash - completa


 

Concurso Queen of Hearts 2009

Porque YAOI/YURI pode 8D

 

 

Tema: 36. Chuva

 

 

Disclaimer: Saint Seiya não me pertence (quem dera XD), créditos à Masami Kurumada

 

Como não aconteceu na história original. Não possui spoilers.

 

Agradecimento à CJ e Maika, por “betarem” pra mim XD

E a Yami por me apresentar a 'Poison Ice' *-*

 

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CHEIRO DE CHUVA

 

 

“Esse cheiro... Cheiro de Chuva. Porque... Por que ele me faz lembrar de você...?”.

 

Milo, o belo cavaleiro de escorpião, seguidor de Atena, conhecido por sua devoção a sua deusa, também era reconhecido por sua beleza e força de vontade. Olhos azuis, cabelo cor violeta, postura de um verdadeiro cavaleiro. Isso atraía olhares de desejo sobre o jovem, não apenas de mulheres, mas de homens também. Apesar de nunca se sentir intrigado com isso, Milo gostava de chamar atenção. Tanto nas batalhas quanto em seus dias livres.

 

Costumava caminhar pelo Santuário pelas manhãs, era seu maior hobby. Sempre com túnicas mal vestidas – ele deixava o belo peitoral descoberto. Era amigável com todos que via, principalmente com aqueles que o elogiavam.

 

Mas havia apenas um cavaleiro, que ele evitava passar próximo a casa. A casa de Aquário. Camus era seu ocupante.

 

Sua força e inteligência irritavam Milo. Porque, alguém como Camus podia ser conhecido como um grande mestre? Apenas Shion, o antigo cavaleiro de Áries que podia ser nomeado assim...

 

Por que, alguém... Por que ele também? Por quê!

 

E havia um PORÉM que também deixava o Escorpiano irritado... Camus o ignorava. Nunca, nenhuma vez se quer, ele o cumprimentara ou elogiara. Nunca conversavam nas reuniões do Santuário e nem fora delas. Nas batalhas, era o primeiro a partir para a luta, e nunca cooperava com ninguém.

 

A inveja e a rejeição faziam a raiva de Milo crescer cada dia, mais e mais. Sempre que o encontrava, desfiava o olhar. Ele queria brigar com ele, esclarecer tudo aquilo! Mas sabia que qualquer ato que tomasse seria punido. E também, os pensamentos de Camus não eram importantes...Ou será que...?

 

 

-=-=-

 

 

Numa manhã, assim como fazia todos os dias, Milo vestiu sua túnica – como sempre o peito a amostra – e saiu para suas caminhadas matinais.

 

Dessa vez, queria explorar mais, ir além dos muros do Santuário. Não era mais garoto. Podia sair por ai sem que ninguém soubesse, um cavaleiro enfrenta até a morte! Atravessou o imenso muro e seguiu em frente. Andou por cerca de uma hora e sentiu uma enorme sede, porém continuou.

Nunca sentira tanta vontade de caminhar! Alguma coisa lhe dizia que algo aconteceria se continuasse, ao mesmo tempo em que lhe subia um calafrio pela espinha. Continuou a andar.

 

A manhã de céu claro foi se fechando aos poucos sem que o jovem de cabelos violetas percebesse. Apenas depois de sentir alguns pingos, que notou as nuvens negras sobre sua cabeça.

 

Soltou um leve sorriso para o céu, talvez devesse retornar agora, mas a vontade ainda não passara. Milo então se lembrou de um lago, ali próximo, as árvores em sua margem eram grandes, podia sentar na raiz de alguma e esperar aquela sensação passar.

 

 Apenas alguns passos, e já chegou lá. Se aproximou um pouco mais do lago. Poderia refletir sobre o seu desejo estranho e também pelo fato dele odiar tanto o...

 

-... Camus...? – Lá estava a pessoa que ele menos queria ver. 

 

O forte e robusto cavaleiro estava a se banhar no lago. Sua pele era tocada pelas gotas da chuva que escorriam por seu belo corpo. Seus olhos estavam fechados. O magnífico francês parecia estar perdido em seus pensamentos.

 

Milo encarava - sem piscar - o majestoso corpo de Camus. Apesar de sua túnica estar molhada, sentia-se quente. Sua garganta parecia mais seca do que nunca. Mordia seus lábios a cada gota que descia pelo tórax do companheiro.

 

“Por que me sinto assim? Deveria sair daqui... Mas... Meu corpo não quer se mover!”  Os pensamentos dele foram interrompidos, ao perceber que Camus já o virá.

 

- Perdeu alguma coisa... Meu caro Milo de Escorpião? – Perguntou Camus numa voz sarcástica ao voltar para a terra.

 

Milo percebendo a aproximação, deu alguns passos para trás.

 

- O que foi? Perdeu a língua agora? – Perguntava o aquariano enquanto se vestia...

 

O escorpiano ainda não conseguia soltar uma só palavra.

 

- Ou será... Que você quer que eu a encontre para você? – Camus segurou forte o braço do belo grego, esse ainda em transe, é o puxou. E antes que pudesse reagir, ele sente os lábios do cavaleiro.

 

Percebendo estar sendo beijado por outro homem, Milo tenta pará-lo, mas sua força de vontade não era tanta quanto ao desejo de seu corpo. Suas mãos, antes fechadas, agora seguravam forte os braços do aquariano. Camus o envolveu pela sua cintura, puxando-o para mais perto. Os corpos gelados de ambos, agora se esquentavam diante daquele beijo. Aquele beijo...

 

 

                                                     -=-=-                                                   

 

Milo levantou da cama às pressas. Seu suor molhou os lençóis.

 

- Aquilo... Aquilo foi um sonho? – Perguntava a si mesmo. Sua respiração estava fraca. Ofegava demais. Olhou para o lado e viu alguns remédios.

                                                                            

- Ah... O senhor já acordou? – Uma jovem, que pelo jeito seria uma futura amazona, entrava no quarto segurando uma bacia d’água – Ainda bem, pensava que a febre não ia passar.

 

- Febre? – Perguntou.

 

- Sim... O Senhor desmaio de febre há dois dias atrás. Não devia andar tanto. Ainda por cima na chuva!

 

Milo encarava o chão agora. Ele não se lembrava de ter desmaiado, muito menos como chegou ali. A ultima coisa que viu foi...

 

- HEI! Garota! Como foi que eu cheguei aqui?!

 

- O senhor não lembra? Foi o mestre Camus que te trouxe, ele disse que te encontrou no caminho, delirando, então o carregou até aqui... Deveria agradecê-lo.

 

O ar quente que sentira voltara para seu corpo. Isso afetou sua face que corou. Então aquilo não foi um sonho... Ele e Camus realmente se beijaram?

 

- O senhor está bem? Seu rosto está vermelho... – Disse a jovem colocando a mão na testa do grego.

 

- Não, eu estou bem... E tenho que resolver um assunto.

 

Levantou-se e colocou sua túnica, e saiu do quarto. Subiu até a casa de Aquário correndo. Tinha que ter certeza do que aconteceu! E o porquê... O Porquê daquele beijo!

                                                                                              

Chegou na casa e entrou. Apesar de ainda estar meio tonto, caminhou firmemente. Chegou no centro, e lá estava, sentado em sua cadeira de couro vermelho, contemplando o céu.

 

- CAMUS! – Gritou o escorpiano – TENHO QUE FALAR COM VOCÊ!

 

- Ah... Vejo que já se recuperou, Milo... – Ele o fitou com os olhos calmos e um sorriso.

 

- O que exatamente aconteceu no lago? – Milo o encarava com os dentes travados. O francês simplesmente deu um riso leve e se colocou de pé.

 

- Você desmaiou porque se esforçou demais. E eu o trouxe de volta.

 

- NÃO ESTOU FALANDO DISSO! Estou me referindo aquele... – Não conseguiu terminar. A lembrança o pegara de supressa.

 

- Aquele...? – Sorria com malicia para o belo cavaleiro.

 

- Aquele... Beijo! – Por fim disse, como se tivesse tirado uma pedra de sua garganta.

 

- AH... O Beijo. Por que quer saber? Não gostou e quer provar de novo?

 

Milo ao ouvir aquilo, começou a tremer. Um frio instalou em seu estomago. Camus deu uma gargalhada com a reação do rapaz e se aproximou. Pegou no queixo do escorpiano e o fez encarar seu rosto.

 

- Quer, sentir o gosto novamente? – Milo não conseguira se mover. O francês de olhos azuis tocou gentilmente os lábios do jovem com os dele. O doce toque se tornou cada vez mais forte e profundo.

 

Camus o puxou para mais perto de seu corpo. Milo fechou os olhos ao sentir o prazer que emanava daqueles lábios. Diferente da primeira vez, não tentou escapar.

Passou os braços pela cintura do aquariano e também o puxou para si.

 

Quando estavam no auge do clímax do beijo, Milo sente seu corpo pesado e desmaia lentamente nos braços de seu amante. Camus o segura gentilmente e sorri. O coloca deitado em sua cama e volta a se sentar na cadeira.

 

- Quando você acordar e não se lembrar do que aconteceu de novo, vou estar do seu lado. – Disse sorrindo enquanto fechava os olhos.

 

“Aquele cheiro de chuva... Quero sempre senti-lo... Sempre!”

 

 Dizia em seu sonho o belo cavaleiro, que finalmente, encontrou uma razão para passar pela casa de Aquário.

 

 

 

FIM*°~:...

 

 



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